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Tabela de broca para rosca: pré-furo para machos métricos

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 · Casa do Importador

Tabela de broca para rosca: pré-furo para machos métricos

Imagem ilustrativa

A tabela de broca para rosca é uma referência essencial para quem executa roscamento interno com macho. Antes de passar o macho, o furo precisa ter um diâmetro compatível com a rosca, com o material da peça e com o tipo de ferramenta utilizada. Um pré-furo incorreto pode aumentar o torque, deformar o perfil da rosca ou causar a quebra do macho.

Na prática de oficina, muitas dúvidas se repetem: qual broca usar para rosca M6? Qual é o pré-furo para M8? A regra de subtrair o passo do diâmetro nominal serve para todos os casos? E o macho laminador usa a mesma broca do macho de corte? Essas perguntas aparecem com frequência porque o roscamento concentra esforço em uma ferramenta relativamente delicada.

Para roscas métricas com macho de corte, a regra prática d = (D - P) é amplamente usada como ponto de partida: d é o diâmetro do pré-furo em milímetros, D é o diâmetro nominal da rosca em milímetros e P é o passo em milímetros. Fabricantes e tabelas técnicas também apresentam valores por percentual de filete, faixa de tolerância e tipo de macho, o que reforça a necessidade de consultar o catálogo quando a aplicação for crítica.

Neste guia, você vai entender como usar uma tabela de broca para rosca, ver valores comuns para roscas métricas, diferenciar macho de corte e macho laminador, avaliar problemas típicos e organizar as informações antes de solicitar orçamento de machos e brocas.

O que é uma tabela de broca para rosca?

A tabela de broca para rosca indica o diâmetro recomendado do furo antes do roscamento interno. Esse furo é conhecido como pré-furo, furo para macho ou diâmetro de núcleo da rosca interna.

Em roscas métricas, a designação informa o diâmetro nominal e o passo. Por exemplo, M10 x 1,5 indica uma rosca métrica com diâmetro nominal de 10 mm e passo de 1,5 mm. Para um macho de corte convencional, uma referência usual de pré-furo é 8,5 mm, pois d = (10 - 1,5) = 8,5 mm.

A tabela não substitui a análise técnica. Ela serve como referência inicial, especialmente em roscas ISO métricas de uso geral. Quando há exigência de tolerância, material difícil, rosca profunda, furo cego, produção seriada ou macho laminador, a recomendação do fabricante deve prevalecer.

Também é importante separar dois conceitos:

  • Furo para macho: diâmetro usado antes de formar a rosca interna.
  • Furo passante para parafuso: diâmetro maior, usado para o parafuso atravessar sem rosquear na peça.

Confundir esses valores é uma causa comum de erro. Um furo passante usado como pré-furo ficará grande demais para gerar rosca. Já um pré-furo usado como passagem para parafuso pode impedir a montagem.

Tabela de broca para rosca métrica grossa

A tabela abaixo apresenta valores comuns para roscas métricas grossas com macho de corte. Os valores seguem a regra prática d = (D - P) e são usados como referência inicial em aplicações gerais. Para tolerâncias específicas, materiais especiais ou controle dimensional rigoroso, confirme no catálogo do macho e nos instrumentos de controle da rosca.

Rosca métrica Passo P (mm) Broca para macho de corte (mm) Cálculo básico
M2 x 0,40 0,40 1,60 2,00 - 0,40
M2,5 x 0,45 0,45 2,05 2,50 - 0,45
M3 x 0,50 0,50 2,50 3,00 - 0,50
M4 x 0,70 0,70 3,30 4,00 - 0,70
M5 x 0,80 0,80 4,20 5,00 - 0,80
M6 x 1,00 1,00 5,00 6,00 - 1,00
M8 x 1,25 1,25 6,80 8,00 - 1,25, arredondado
M10 x 1,50 1,50 8,50 10,00 - 1,50
M12 x 1,75 1,75 10,20 12,00 - 1,75, arredondado
M14 x 2,00 2,00 12,00 14,00 - 2,00
M16 x 2,00 2,00 14,00 16,00 - 2,00
M18 x 2,50 2,50 15,50 18,00 - 2,50
M20 x 2,50 2,50 17,50 20,00 - 2,50
M22 x 2,50 2,50 19,50 22,00 - 2,50
M24 x 3,00 3,00 21,00 24,00 - 3,00
M27 x 3,00 3,00 24,00 27,00 - 3,00
M30 x 3,50 3,50 26,50 30,00 - 3,50

1. Entenda a fórmula básica

Para macho de corte em rosca métrica, use:

d = (D - P)

Onde:

  • d: diâmetro da broca, em mm.
  • D: diâmetro nominal da rosca, em mm.
  • P: passo da rosca, em mm.

Exemplo para M8 x 1,25:

d = (8,00 - 1,25) = 6,75 mm

Como brocas comerciais seguem medidas padronizadas e tabelas de oficina adotam arredondamentos práticos, é comum utilizar 6,8 mm para M8 x 1,25.

2. Considere o percentual de filete

O pré-furo influencia o percentual de filete formado na rosca. Furos menores aumentam o percentual de engajamento, mas também elevam o torque de rosqueamento. Furos maiores reduzem o torque, porém podem diminuir a resistência da rosca se ultrapassarem o limite permitido.

Uma fórmula de referência para macho de corte métrico é:

% de filete = (76,98 × (D - d)) ÷ P

Exemplo para M10 x 1,5 com broca de 8,5 mm:

% de filete = (76,98 × (10,00 - 8,50)) ÷ 1,50

% de filete = (76,98 × 1,50) ÷ 1,50 = 76,98%

Esse valor é uma referência teórica. Na produção, a condição real também depende da broca, do batimento, do material, da afiação, da refrigeração e da estabilidade da máquina.

3. Não use a mesma tabela para macho laminador

O macho laminador não corta cavaco. Ele forma a rosca por deformação plástica do material. Por isso, o pré-furo do macho laminador é maior do que o pré-furo usado para macho de corte.

Se for usada a broca de macho de corte em uma operação com macho laminador, o torque pode subir excessivamente, a ferramenta pode travar e a rosca pode ficar fora de especificação. Catálogos técnicos costumam trazer tabelas separadas para machos de corte e machos formadores, com diferentes percentuais de filete.

Na Casa do Importador, aplicações com Macho Laminador DIN 371 HSS-E 6H Tipo B TiN devem ser avaliadas com atenção ao material da peça, à ductilidade e ao diâmetro de pré-furo indicado no catálogo.

Tabela de broca para rosca métrica fina

A rosca métrica fina tem passo menor que a rosca grossa do mesmo diâmetro nominal. Como o passo é menor, o pré-furo fica maior. Por exemplo, M10 x 1,5 usa broca de 8,5 mm, enquanto M10 x 1,25 usa broca próxima de 8,8 mm.

Rosca métrica fina Passo P (mm) Broca para macho de corte (mm) Observação
M6 x 0,75 0,75 5,25 Rosca fina comum
M8 x 1,00 1,00 7,00 Pré-furo maior que M8 x 1,25
M10 x 1,25 1,25 8,80 Valor arredondado de uso comum
M12 x 1,50 1,50 10,50 Aplicação frequente em mecânica
M14 x 1,50 1,50 12,50 Verificar profundidade útil
M16 x 1,50 1,50 14,50 Exige bom alinhamento
M20 x 1,50 1,50 18,50 Confirmar tolerância da rosca

1. Confira sempre o passo

A identificação M10 sozinha não é suficiente quando existe possibilidade de rosca fina. É necessário confirmar se a rosca é M10 x 1,5, M10 x 1,25, M10 x 1,0 ou outra variação.

  • Rosca grossa: geralmente é a opção padrão em montagens mecânicas gerais.
  • Rosca fina: pode ser usada quando há necessidade de ajuste mais preciso, menor profundidade de filete ou requisitos específicos do projeto.
  • Rosca especial: exige consulta ao desenho técnico, ao calibrador e ao catálogo da ferramenta.

2. Use calibrador de rosca quando houver dúvida

Quando a peça existente precisa ser replicada ou reparada, medir apenas o diâmetro externo do parafuso não basta. Use pente de rosca ou outro método de medição para identificar o passo. Em produção, a validação final deve ser feita com calibradores adequados para a classe de tolerância exigida.

Como escolher a broca e o macho para rosca métrica?

A escolha correta não depende apenas da tabela. O conjunto broca, macho, material e máquina precisa ser coerente com a operação.

1. Defina se a rosca será feita manualmente ou em máquina

O Macho Manual é aplicado em operações manuais, manutenção, ajustes e pequenos lotes. As linhas incluem opções como Macho Manual Aço Rápido M2 Rosca M DIN 352 e Macho Manual Aço Rápido M2 Rosca MF DIN 2181, além de versões UNC, UNF, BSW, BSP e NPT conforme a necessidade da rosca.

O Macho Máquina é indicado para uso em máquinas, centros de usinagem, furadeiras com dispositivo adequado e processos mais repetitivos. Exemplos ligados à rosca métrica incluem Macho Máquina M DIN 371 HSS-E 6H Haste Reforçada, Macho Máquina M DIN 376 HSS-E 6H Haste Passante e Macho Máquina MF DIN 374 HSS-E 6H Haste Passante.

2. Identifique o tipo de furo

O tipo de furo influencia o macho:

  • Furo passante: favorece a saída do cavaco para frente quando se usa macho adequado, como determinadas geometrias de ponta helicoidal.
  • Furo cego: exige atenção à profundidade, ao espaço para cavaco no fundo e ao comprimento de rosca útil.
  • Furo profundo: aumenta o risco de acúmulo de cavaco, desalinhamento e quebra.

Para furo cego, deixe profundidade adicional para a ponta da broca, a entrada do macho e o cavaco. Essa folga deve ser definida conforme o desenho e a ferramenta.

3. Escolha a broca de acordo com o material

A Broca Aço Rápido é uma opção comum para furação em metais, dependendo do material, da máquina e dos parâmetros. A Broca HSS M2 DIN 338 Auto-Centrante 135° pode auxiliar em furos com melhor início de corte, desde que usada dentro das recomendações de aplicação.

Observe:

  • Material da peça: aço carbono, aço-liga, inox, alumínio e ferro fundido têm comportamentos diferentes.
  • Rigidez da máquina: máquinas instáveis geram furos fora de medida.
  • Fixação: peça mal presa pode ovalizar o furo.
  • Refrigeração: influencia acabamento, vida da broca e evacuação de cavaco.

4. Confirme tolerância e classe da rosca

Muitos machos métricos de uso industrial são fornecidos para tolerâncias como 6H em roscas internas, mas a aplicação deve ser confirmada no desenho técnico. A classe do macho, a tolerância da rosca e o diâmetro real do pré-furo precisam trabalhar juntos.

Quando houver exigência de inspeção, consulte os Catálogos de Machos Máquina e os instrumentos de controle especificados no processo.

5. Ajuste parâmetros de corte e lubrificação

Mesmo com o pré-furo correto, parâmetros inadequados podem quebrar o macho. Rotação, avanço, sincronismo, fluido de corte e reversão devem respeitar a ferramenta e a máquina. Para revisar o cálculo de rotação e avanço, veja também o artigo sobre como calcular RPM na usinagem e avanço.

Comparativo: macho de corte, macho laminador e macho manual

Tipo de macho Como forma a rosca Pré-furo Pontos de atenção
Macho de corte Remove material e gera cavaco Menor, conforme tabela de corte Evacuação de cavaco, lubrificação e torque
Macho laminador Deforma o material sem gerar cavaco Maior, conforme catálogo específico Material deve ter ductilidade adequada
Macho manual Remove material em operação manual Conforme tipo de rosca e macho Alinhamento, sequência de passes e controle manual

1. Quando usar macho de corte

O macho de corte é a solução mais comum para roscas internas em diferentes materiais. Ele exige controle de cavaco, principalmente em furos cegos e materiais dúcteis.

2. Quando avaliar macho laminador

O macho laminador pode ser interessante em materiais dúcteis e produção repetitiva, pois não gera cavaco. No entanto, não deve ser escolhido apenas pela produtividade. O pré-furo, a lubrificação, a potência da máquina e a especificação da rosca são decisivos.

3. Quando usar macho manual

O macho manual é útil em manutenção, retrabalho e operações de bancada. Em roscas pequenas, o risco de quebra aumenta quando o operador força a ferramenta ou inicia o macho fora do eixo.

Problemas comuns no pré-furo para rosca

Problema Possíveis causas O que verificar
Macho quebra no início Pré-furo pequeno, desalinhamento, falta de lubrificação Diâmetro real do furo, perpendicularidade e fluido de corte
Rosca fica folgada Pré-furo grande, broca batendo, passo incorreto Medida da broca, batimento do mandril e identificação da rosca
Rosca fica incompleta Profundidade insuficiente, macho inadequado, furo cônico Profundidade útil, tipo de macho e geometria da broca
Torque excessivo Furo pequeno, material difícil, cavaco preso Diâmetro, tipo de macho, velocidade e lubrificação
Cavaco trava no furo cego Geometria inadequada, falta de espaço no fundo Tipo de canal, profundidade adicional e ciclo de rosqueamento
Acabamento ruim Broca desgastada, macho sem corte, fluido inadequado Estado das ferramentas e parâmetros de corte

Custo por peça e produtividade no roscamento

O diâmetro do pré-furo influencia diretamente o custo por peça. Um furo pequeno demais pode gerar quebra do macho, refugo da peça, parada de máquina e retrabalho. Um furo grande demais pode comprometer a resistência da rosca e provocar reprovação na inspeção.

Em produção seriada, a produtividade depende da estabilidade do processo. Vale controlar:

  • Vida da broca: brocas desgastadas aumentam variação dimensional.
  • Vida do macho: machos desgastados elevam torque e pioram o acabamento.
  • Controle do furo: medir apenas a primeira peça pode não ser suficiente em lotes longos.
  • Ciclo de rosqueamento: avanço, reversão e sincronismo devem ser consistentes.
  • Refrigeração: aplicação correta do fluido ajuda a reduzir atrito e remover cavacos.

Nem sempre a melhor escolha é a menor broca possível. Em alguns materiais e tolerâncias, um percentual de filete adequado com menor torque pode ser mais estável do que buscar filete excessivo. A decisão deve seguir o desenho, a norma aplicável e o catálogo do fabricante.

Checklist antes de pedir orçamento

Antes de solicitar machos e brocas, tenha em mãos:

  1. Tipo de rosca: M, MF, UNC, UNF, BSW, BSP, NPT ou outra.
  2. Medida completa: por exemplo, M8 x 1,25 ou M10 x 1,5.
  3. Tipo de operação: manual, furadeira, torno, centro de usinagem ou rosqueadeira.
  4. Tipo de furo: passante, cego, profundo ou com interrupção.
  5. Material da peça: aço carbono, aço inox, alumínio, ferro fundido ou liga específica.
  6. Classe de tolerância: quando indicada no desenho técnico.
  7. Quantidade de peças: lote único, reposição ou produção contínua.
  8. Profundidade de rosca útil: em milímetros ou múltiplos do diâmetro.
  9. Ferramentas atuais: broca usada, macho usado e problemas observados.
  10. Necessidade de catálogo: consulte também os Catálogos de Furação quando a escolha da broca fizer parte do conjunto.

Precisa definir broca e macho para rosca métrica? Entre em contato com nossa equipe e informe a medida da rosca, o material da peça, o tipo de furo e a operação. Com esses dados, é possível indicar opções de macho máquina, macho manual, macho laminador e broca de aço rápido de forma mais segura.

Perguntas frequentes sobre tabela de broca para rosca

Qual broca usar para rosca M6?

Para M6 x 1,0 com macho de corte, a referência comum é broca de 5,0 mm. Se a rosca for M6 fina, como M6 x 0,75, o pré-furo muda para cerca de 5,25 mm.

Qual broca usar para rosca M8?

Para M8 x 1,25 com macho de corte, a referência usual é broca de 6,8 mm. Para M8 x 1,0, o pré-furo comum é 7,0 mm. Sempre confirme o passo antes de furar.

Qual broca usar para rosca M10?

Para M10 x 1,5 com macho de corte, usa-se normalmente broca de 8,5 mm. Para M10 x 1,25, o valor comum é 8,8 mm. A diferença ocorre porque a rosca fina tem passo menor.

A fórmula D menos P serve para toda rosca métrica?

Ela é uma regra prática para roscas métricas com macho de corte. Não deve ser aplicada automaticamente a machos laminadores, roscas especiais ou situações com tolerância crítica sem consultar catálogo técnico.

Macho laminador usa a mesma broca do macho de corte?

Não. O macho laminador trabalha por conformação e normalmente exige pré-furo maior. Usar a broca do macho de corte pode aumentar muito o torque e causar falhas.

Broca maior facilita o roscamento?

Até certo ponto, uma broca maior reduz torque. Porém, se o furo ultrapassar o limite permitido, a rosca pode ficar fraca ou ser reprovada no calibrador. A escolha deve respeitar a tolerância exigida.

Preciso medir o furo antes de passar o macho?

Em peças críticas e produção seriada, sim. Medir o diâmetro real do furo ajuda a evitar quebra de macho, rosca folgada e variação entre peças.

Conclusão

A tabela de broca para rosca é um ponto de partida indispensável para definir o pré-furo de machos métricos. Para machos de corte, a regra d = (D - P) ajuda a chegar rapidamente a valores comuns, como 5,0 mm para M6 x 1,0, 6,8 mm para M8 x 1,25 e 8,5 mm para M10 x 1,5.

Ainda assim, a escolha correta depende do tipo de macho, do passo da rosca, do material, do tipo de furo, da profundidade e da tolerância exigida. Machos laminadores, roscas finas e aplicações críticas exigem atenção especial ao catálogo técnico.

Ao usar a tabela de broca para rosca junto com uma análise do processo, a oficina reduz riscos de quebra, melhora a repetibilidade e aumenta a segurança na especificação de machos e brocas para usinagem.

Referências consultadas

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